Preço do açúcar registra maior alta mensal desde 2010
O açúcar bruto subiu 21,5% em agosto pressionado por quebras de safra globais, efeitos do El Niño e alta demanda por etanol.
Pontos principais
- O açúcar bruto na bolsa de Nova York acumulou alta de 21,5% em agosto, com picos de até 30%.
- O fenômeno El Niño prejudica a produção global, com impacto severo no Brasil, Índia, Tailândia e China.
- A valorização do petróleo torna o etanol mais competitivo, reduzindo a oferta de cana destinada ao açúcar.
- Projeções indicam uma frustração de produção global entre 15 e 18 milhões de toneladas.
- A escalada nos preços deve pressionar a inflação de alimentos no Brasil nos próximos meses.
O mercado internacional de açúcar atingiu em agosto seu maior patamar de valorização mensal desde 2010. A alta, que chegou a 30% durante o período, é impulsionada por uma combinação de fatores climáticos e econômicos. O fenômeno El Niño tem causado quebras de safra significativas em grandes produtores como Brasil, Índia, Tailândia e China, com estimativas de déficit global entre 15 e 18 milhões de toneladas. No Brasil, o Centro-Sul enfrenta redução na oferta devido a chuvas irregulares e ao encerramento antecipado da colheita. Paralelamente, a alta do petróleo favorece a produção de etanol, desviando a cana-de-açúcar do mercado de adoçantes. Esse cenário de escassez atrai especuladores e gera preocupação sobre a inflação de alimentos no Brasil, visto que o aumento dos custos deve ser repassado a diversos produtos industrializados.
Comentários
Carregando comentários...
