Mulheres indígenas reivindicam protagonismo na governança climática
Líderes indígenas no TEDxAmazônia exigem acesso direto a fundos climáticos e o reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos.
Pontos principais
- Treze mulheres indígenas lançaram um manifesto em defesa de seus territórios durante o TEDxAmazônia, no Equador.
- O grupo denunciou a violência contra defensores ambientais e a exclusão de comunidades indígenas no acesso a financiamentos globais.
- Líderes propuseram a incorporação da cosmovisão indígena nas leis para garantir a proteção efetiva dos ecossistemas.
- O evento destacou modelos de agroindústria comunitária sustentável como alternativas econômicas viáveis.
- A próxima edição do TEDxAmazônia está confirmada para junho de 2026, em Belém, no Pará.
Durante o TEDxAmazônia, realizado nas cidades equatorianas de Banos e Puyos, treze líderes indígenas apresentaram um manifesto exigindo maior participação na governança de fundos climáticos globais. O grupo destacou que, embora as comunidades indígenas sejam as principais guardiãs da floresta, elas enfrentam barreiras estruturais para acessar recursos financeiros destinados à preservação ambiental. Além da pauta econômica, as participantes denunciaram o aumento da violência contra defensores de direitos humanos e ambientais na região amazônica. A líder Patricia Gualinga defendeu a necessidade de uma mudança jurídica que reconheça a natureza como sujeito de direitos, integrando a cosmovisão indígena às políticas públicas. O evento também serviu como vitrine para projetos de agroindústria comunitária, como a produção de guayusa, que demonstram a viabilidade de economias sustentáveis. A conferência, que pela primeira vez ocorreu fora do Brasil, prepara-se agora para sua próxima edição, marcada para junho de 2026, em Belém.
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