Vítimas de violência doméstica buscam independência em apps de transporte
Mulheres recorrem ao trabalho como motoristas de aplicativo para romper ciclos de violência, enfrentando desafios de renda e segurança.
Pontos principais
- A dependência econômica é um dos principais obstáculos para mulheres que tentam romper ciclos de violência doméstica.
- O trabalho em plataformas oferece flexibilidade e renda imediata, mas carece de proteção social e políticas de apoio como creches.
- Mulheres motoristas ganham, em média, 40% menos que homens devido a jornadas reduzidas e possíveis vieses de algoritmos.
- Relatos de assédio por passageiros e riscos em áreas perigosas são desafios constantes para essa categoria de trabalhadoras.
A busca por autonomia financeira tem levado mulheres vítimas de violência doméstica a utilizar aplicativos de transporte como fonte de renda. Para muitas, a flexibilidade dessa modalidade é a única alternativa para conciliar a sobrevivência imediata com a criação dos filhos, permitindo o rompimento de ciclos de abuso. No entanto, a transição para o trabalho por aplicativo impõe novos obstáculos, como a precarização laboral e a falta de rede de apoio, incluindo a ausência de creches e proteção social. Além da insegurança física e episódios de assédio por parte de passageiros, essas motoristas enfrentam uma disparidade salarial significativa, ganhando cerca de 40% menos que seus pares masculinos. Especialistas apontam que, embora os apps ofereçam uma porta de saída da dependência econômica, a ausência de políticas públicas estruturadas mantém essas mulheres em uma situação de vulnerabilidade contínua.
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