Modelo fee-based ganha espaço na assessoria de investimentos no Brasil
O mercado financeiro brasileiro debate a transição do modelo comissionado para o fee-based, que cobra taxa anual sobre o patrimônio do cliente.
Pontos principais
- O modelo fee-based baseia-se em uma taxa anual sobre o patrimônio, diferenciando-se do comissionado, que utiliza rebates sobre produtos.
- A XP registra que 26% de sua custódia já opera sob o formato fee-based.
- A Monte Bravo reporta que 44% de seus R$ 45 bilhões sob gestão utilizam a cobrança por taxa fixa.
- O aumento da adoção de ETFs, que oferecem baixos rebates, impulsiona a migração para o modelo fee-based.
- Especialistas indicam que a escolha entre os modelos depende do perfil do investidor e da frequência de movimentação da carteira.
O mercado de assessoria de investimentos no Brasil vive uma mudança estrutural na forma de remuneração dos profissionais. O modelo fee-based, que substitui os rebates sobre produtos vendidos por uma taxa anual sobre o patrimônio, ganha tração entre as grandes casas. Enquanto a XP aponta que 26% de sua custódia já adota esse formato, a Monte Bravo atinge 44% de seus R$ 45 bilhões sob gestão nesse modelo. A transição é impulsionada pela maior popularidade de ETFs, que possuem margens menores para comissões, forçando uma adaptação na estrutura de receita das corretoras. A discussão central entre executivos do setor gira em torno da transparência e da qualidade do planejamento financeiro oferecido ao cliente. A escolha entre os modelos permanece dependente do perfil do investidor e da necessidade de movimentação frequente na carteira, mantendo o debate sobre qual formato melhor alinha os interesses entre assessores e investidores.
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