Fusões e aquisições no setor de consumo caem 51% no primeiro semestre
O volume de transações no setor de consumo brasileiro recuou para 48 operações no primeiro semestre de 2026, pressionado por juros e incertezas.
Pontos principais
- O número de transações caiu de 98 para 48 na comparação com o primeiro semestre de 2025.
- A fusão entre BRF e Marfrig no ano anterior é considerada um outlier que distorce a comparação de valores.
- Excluindo o efeito da BRF-Marfrig, o volume financeiro das operações manteve-se estável em R$ 2,4 bilhões.
- Juros elevados, restrição de crédito e o ciclo eleitoral desestimularam novos negócios.
- Fundos de private equity e venture capital participaram de apenas 13 das 48 transações registradas.
O mercado de fusões e aquisições no setor de consumo brasileiro registrou uma queda acentuada de 51% no primeiro semestre de 2026, totalizando 48 operações frente às 98 registradas no mesmo período do ano anterior. Segundo levantamento da KPMG, o cenário foi impactado por um ambiente macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e restrições no acesso ao crédito, além da cautela imposta pelo ciclo eleitoral. Embora o volume de transações tenha caído, o relatório destaca que o valor financeiro total foi distorcido pela fusão entre BRF e Marfrig em 2025, um evento atípico. Ao desconsiderar esse outlier, o montante movimentado permaneceu estável em cerca de R$ 2,4 bilhões. A retração também reflete a postura defensiva de fundos de private equity e venture capital, que reduziram sua participação no setor, evidenciando um momento de espera por maior previsibilidade econômica.
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