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TRX desiste de compra de portfólio imobiliário da Cyrela de R$ 2,1 bi

A gestora TRX e o fundo TRXF11 encerraram o memorando de entendimentos para a aquisição de ativos da Cyrela, avaliados em R$ 2,14 bilhões, sem custos ou penalidades.

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Foto: NeoFeed
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31/08 às 08:31, atualizado 15:02

Pontos principais

  • O distrato foi comunicado à Cyrela na noite de 28 de agosto de 2026.
  • O negócio envolvia a compra de uma torre corporativa e quatro propriedades logísticas.
  • O memorando de entendimentos (MOU) original havia sido assinado em 5 de agosto de 2026.
  • A transação não era vinculante, permitindo o encerramento sem ônus para as partes.
  • A torre corporativa incluída no portfólio possui 75% de sua área locada ao Nubank.
  • Analistas do mercado financeiro divergem sobre o impacto do fim do negócio para a Cyrela.

A construtora Cyrela informou ao mercado que a gestora TRX e o fundo imobiliário TRXF11 desistiram da potencial aquisição de um portfólio de ativos imobiliários, avaliado em aproximadamente R$ 2,14 bilhões. O encerramento das negociações foi oficializado por meio de um fato relevante, após a companhia ser comunicada da decisão pelos representantes da gestora no final de agosto de 2026. O acordo, que havia sido anunciado inicialmente em 5 de agosto, baseava-se em um memorando de entendimentos não vinculante, o que permitiu que o distrato ocorresse sem a incidência de multas, custos ou obrigações adicionais para os envolvidos.

O portfólio em questão compreendia participações em quatro galpões logísticos e uma torre corporativa localizada em São Paulo, imóvel que conta com o Nubank como principal locatário, ocupando 75% de sua área total. A desistência encerra a expectativa de uma transação que, segundo estimativas iniciais, poderia representar um montante entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão em participação direta para a Cyrela.

O desfecho da operação gerou reações distintas entre analistas do setor. Enquanto instituições como o Itaú BBA e o Bradesco BBI classificaram o fim das negociações como um evento negativo para a construtora, outros analistas, como os do Goldman Sachs, mantêm uma visão positiva sobre a empresa, fundamentando-se em indicadores estruturais e na qualidade dos ativos da companhia. Apesar da interrupção, a Cyrela reforçou que o memorando não possuía caráter obrigatório, tratando-se apenas de um estágio preliminar de negociação que não chegou a ser formalizado por documentos definitivos.

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