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Governo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com superávit de R$ 18,6 bi

Proposta orçamentária enviada pelo governo federal projeta superávit primário de R$ 18,6 bilhões e salário mínimo de R$ 1.741 para o ano de 2027.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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31/08 às 18:15 · atualizado 20:01

Pontos principais

  • O governo federal apresentou a proposta de Orçamento para 2027 ao Congresso Nacional na segunda-feira (31).
  • A peça orçamentária prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões para o exercício de 2027.
  • A arrecadação com novos tributos da reforma tributária é estimada em R$ 677,9 bilhões.
  • Do total arrecadado com a reforma, R$ 636 bilhões virão da CBS e R$ 41,9 bilhões do Imposto Seletivo.
  • O projeto estipula o valor do salário mínimo em R$ 1.741 para o período.
  • O governo projeta um crescimento de 2,46% para o PIB brasileiro em 2027.
  • A meta de superávit gerou ceticismo entre investidores quanto ao controle dos gastos e da dívida pública.

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, na última segunda-feira (31), a proposta de Orçamento para 2027. O texto prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões, sinalizando uma expectativa de que as receitas federais superem as despesas no primeiro ano do próximo mandato presidencial. Entre as principais variáveis do projeto, destaca-se a fixação do salário mínimo em R$ 1.741 e uma projeção de crescimento econômico de 2,46%, índice que supera as estimativas atuais do mercado financeiro. A estratégia fiscal do governo para atingir o saldo positivo está fortemente ancorada na implementação da reforma tributária. A previsão é de que os novos tributos gerem uma arrecadação de R$ 677,9 bilhões, sendo R$ 636 bilhões provenientes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e R$ 41,9 bilhões do Imposto Seletivo. Apesar da meta apresentada, o anúncio foi recebido com cautela por investidores. O ceticismo do mercado financeiro reflete preocupações sobre a capacidade real do governo em conter a trajetória da dívida pública e manter o controle dos gastos nos próximos anos, elementos considerados cruciais para a sustentabilidade fiscal do país a longo prazo.

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