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Gestoras independentes fecham as portas com alta dos juros

O cenário de juros de dois dígitos e a fuga de capital forçam gestores de fundos multimercado a encerrar operações e migrar para grandes bancos.

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Foto: InfoMoney
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31/08 às 15:15

Pontos principais

  • A indústria de fundos multimercado acumula cinco anos de resgates líquidos, totalizando R$ 672 bilhões desde 2022.
  • O patrimônio das maiores gestoras independentes em estratégias macro caiu quase 50% nos últimos dois anos, somando R$ 89 bilhões.
  • Gestores renomados, como Arminio Fraga, transferiram a gestão de seus fundos para instituições como o Bradesco.
  • Grandes bancos, como o Itaú, têm absorvido talentos de casas independentes para fortalecer suas estruturas de investimento.
  • O ambiente de juros elevados é sustentado por preocupações estruturais, incluindo o déficit fiscal do governo brasileiro.

O mercado financeiro brasileiro enfrenta uma reconfiguração profunda com o fechamento de diversas gestoras independentes de fundos multimercado. A persistência de juros em dois dígitos, impulsionada por incertezas sobre o déficit fiscal, tornou a competição com produtos de renda fixa extremamente desafiadora para essas casas. Desde 2022, o setor acumula uma saída líquida de R$ 672 bilhões, reduzindo o patrimônio das principais gestoras macro pela metade. Diante da inviabilidade operacional, nomes de peso do mercado, como Arminio Fraga, optaram por transferir suas operações para grandes bancos. Esse movimento de consolidação reflete uma mudança estrutural, onde instituições como o Itaú e o Bradesco passam a absorver tanto os ativos quanto os gestores de boutiques independentes, buscando reforçar suas próprias estruturas de gestão de recursos em um cenário econômico de maior aversão ao risco.

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