Morgan Stanley aponta desempenho positivo da C&A em trimestre difícil
Relatório do banco destaca resiliência da C&A frente a um setor varejista pressionado por juros altos e consumo retraído no segundo trimestre de 2026.
Pontos principais
- O setor varejista brasileiro enfrentou um segundo trimestre de 2026 marcado por juros elevados e margens pressionadas.
- A C&A registrou crescimento de 4,1% nas vendas comparáveis, tornando-se a principal recomendação de sobrepeso do Morgan Stanley.
- Magazine Luiza apresentou queda de 12% no GMV online, enquanto a Casas Bahia desacelerou o crescimento para 6%.
- A reestruturação da Casas Bahia, com fechamento de 30% de suas lojas, deve redistribuir fatias de mercado entre os concorrentes.
- Mercado Livre e Shopee seguem expandindo sua participação no e-commerce nacional.
O relatório do Morgan Stanley sobre o varejo latino-americano no segundo trimestre de 2026 revela um cenário de contrastes, onde a persistência de juros elevados e a fragilidade do consumo restringiram o desempenho de grandes players. Enquanto o Magazine Luiza sofreu uma retração de 12% no GMV online, a C&A destacou-se com um crescimento de 4,1% nas vendas comparáveis, consolidando-se como a aposta preferencial do banco no segmento de vestuário. O período também foi influenciado pela Copa do Mundo Feminina, que alterou o fluxo em shoppings, beneficiando o varejo de moda.
Além disso, o setor observa uma movimentação estrutural importante com a recuperação judicial da Casas Bahia. O fechamento de cerca de 30% das unidades da rede deve forçar uma redistribuição de vendas para outros competidores, em um mercado onde plataformas digitais como Mercado Livre e Shopee continuam a ganhar relevância e participação.
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