Goldman Sachs reduz projeções de lucro para o varejo na América Latina
O banco revisou estimativas para 2027 devido ao consumo fraco e à pressão sobre o poder de compra das famílias na região.
Pontos principais
- Projeções de lucro para 2027 foram cortadas em 7% no Brasil, 4% no México e 3% no Chile.
- O varejo alimentar brasileiro sofre com o fenômeno de downtrading, afetando o desempenho do Assaí.
- Lojas Renner e C&A enfrentam desafios com a concorrência de compras internacionais e demanda baixa.
- O canal online da Magazine Luiza registrou queda anual de 12% no desempenho.
- O setor farmacêutico, liderado pela RD Saúde, mantém resultados positivos com vendas de medicamentos GLP-1.
O Goldman Sachs revisou para baixo suas estimativas de lucro para o setor varejista na América Latina para 2027, refletindo um cenário de consumo enfraquecido e perda de poder aquisitivo das famílias. O Brasil foi o país mais impactado, com um corte de 7% nas projeções. O varejo alimentar enfrenta dificuldades com o movimento de downtrading, enquanto o segmento de vestuário, incluindo redes como C&A e Lojas Renner, lida com a pressão competitiva das compras internacionais e o fluxo reduzido de clientes. Em contrapartida, o Mercado Livre apresentou crescimento de 39% no volume bruto de mercadorias, e o setor farmacêutico, especialmente a RD Saúde, destacou-se positivamente impulsionado pela alta demanda por medicamentos da classe GLP-1. A análise sublinha a disparidade de desempenho entre os diferentes nichos do varejo diante de um ambiente macroeconômico desafiador.
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