Esther Dweck defende soberania digital sem isolamento tecnológico
Ministra afirma que estratégia brasileira busca reduzir riscos de sanções externas e ampliar autonomia no desenvolvimento de inteligência artificial.
Pontos principais
- Soberania digital não implica em autossuficiência ou isolamento do mercado global.
- O governo brasileiro foca em mitigar riscos de interrupções causadas por sanções internacionais.
- A iniciativa visa fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e regular ferramentas de inteligência artificial.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, esclareceu que a busca pela soberania digital brasileira não tem como objetivo o isolamento tecnológico ou a autossuficiência absoluta. Segundo a ministra, o foco da estratégia nacional é reduzir a vulnerabilidade do país diante de possíveis sanções internacionais que poderiam interromper o acesso a tecnologias críticas. A proposta busca garantir maior autonomia na governança digital, permitindo que o Brasil tenha mais controle sobre o desenvolvimento e a regulação de sistemas de inteligência artificial. Essa abordagem visa equilibrar a integração global com a proteção de infraestruturas estratégicas, assegurando que o país mantenha sua capacidade de inovação e soberania regulatória em um cenário geopolítico cada vez mais dependente de tecnologias digitais avançadas.
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