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Bessent defende intervenção no iene e alerta para riscos aos mercados

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, justificou a intervenção cambial conjunta com o Japão para evitar desestabilização global e alta nos juros americanos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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29/08 às 15:45, atualizado 20/09 às 17:09

Pontos principais

  • Scott Bessent afirmou que oscilações desordenadas do iene podem causar liquidações forçadas de posições em mercados globais.
  • A declaração ocorreu em resposta a questionamentos da senadora Elizabeth Warren sobre a intervenção realizada em 31 de julho.
  • Bessent explicou que o Tesouro utilizou o Fundo de Estabilização Cambial (ESF) para comprar ienes, sem configurar empréstimo ao Japão.
  • O secretário alertou que a instabilidade cambial japonesa poderia forçar a venda de títulos do Tesouro dos EUA, elevando custos de financiamento.
  • O iene voltou a se aproximar do patamar de 160 por dólar, nível monitorado por investidores como gatilho para novas ações.
  • A estratégia de intervenção utilizada é comparável a operações anteriores realizadas pelo Tesouro americano, como o apoio ao peso argentino.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu publicamente a intervenção cambial conjunta realizada com o Japão em julho. Em resposta a questionamentos da senadora Elizabeth Warren, Bessent argumentou que a medida foi essencial para conter a volatilidade excessiva do iene, que, segundo ele, apresentava riscos reais de desestabilização para os mercados financeiros globais e para a economia norte-americana. O secretário esclareceu que a operação foi conduzida por meio do Fundo de Estabilização Cambial (ESF), utilizando a troca de ativos por ienes, e não representou um empréstimo direto ao governo japonês.

O alerta de Bessent destaca a preocupação do Tesouro com o efeito cascata da desvalorização da moeda japonesa. Segundo o secretário, a desorganização no mercado de câmbio do Japão poderia desencadear liquidações forçadas de posições, forçando investidores a vender títulos do Tesouro dos EUA, o que elevaria os custos de financiamento para famílias e empresas americanas. Com o iene novamente se aproximando do nível crítico de 160 por dólar, o mercado permanece atento a possíveis novas intervenções, enquanto o Tesouro dos EUA reforça a necessidade de estabilidade cambial para proteger a liquidez e os juros domésticos.

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