Prorrogação do drawback reduz custos para exportadores brasileiros
Governo estende regime de drawback por um ano, aliviando custos de insumos em até 12% para empresas afetadas por tarifas americanas.
Pontos principais
- O governo brasileiro prorrogou por 12 meses o prazo para manufatura e reexportação de insumos sob o regime de drawback.
- A medida visa reduzir em até 12% os custos de matérias-primas para exportadores, segundo a Abimaq.
- O setor de máquinas e equipamentos projeta exportações recordes de US$ 14,5 bilhões para 2026.
- Vendas para os EUA caíram 11%, forçando empresas a diversificar mercados como Argentina e Singapura.
O governo brasileiro anunciou a prorrogação por um ano do regime de drawback, uma medida estratégica para mitigar os impactos das recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos. Segundo José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, a iniciativa deve reduzir em até 12% os custos de insumos importados, oferecendo um fôlego financeiro necessário para a indústria nacional. Embora o benefício não compense integralmente a sobretaxa americana, ele auxilia na competitividade das empresas exportadoras em um cenário de incertezas comerciais. O setor de máquinas e equipamentos, que enfrenta uma queda de 11% nas vendas para o mercado americano, tem buscado diversificar sua atuação em países como Argentina e Singapura. Com essa estratégia de diversificação e o suporte do drawback, o setor projeta alcançar um recorde de US$ 14,5 bilhões em exportações até 2026, consolidando a resiliência da indústria diante das mudanças na política externa dos EUA sob a gestão de Donald Trump.
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