Kevin Warsh alerta que Fed terá trabalho extra se inflação não cair
O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que o PCE subiu 3,7% em 12 meses e 4,1% em seis meses, bem acima da meta de 2%, e que o banco central terá "trabalho a fazer" se essa trajetória não mudar.
Pontos principais
- O PCE subiu 3,7% em 12 meses e 4,1% em seis meses, ambos acima da meta de 2% do Fed.
- Segundo Warsh, 54% dos componentes do PCE tiveram alta superior a 3% nos últimos 12 meses, ante 77% no pico pós-pandemia e uma média pré-pandemia de 32%; em seis meses, o porcentual foi de 49%.
- "We must be confident that underlying inflation is moving to our objective, clearly and at sufficient speed. Otherwise, we have work to do", disse Warsh no discurso em Jackson Hole, Wyoming.
- O FOMC decidiu, na reunião de julho, aguardar novos dados antes de alterar os juros, sem se comprometer com uma nova alta.
- As condições financeiras seguem folgadas, com spreads de crédito perto de mínimas históricas e emissão robusta de dívida corporativa, o que sustenta a possibilidade de um novo aperto se a inflação persistir.
- O mercado de trabalho segue consistente com pleno emprego: desemprego em 4,1%, estável há cerca de dois anos, e pedidos de seguro-desemprego perto de mínimas da década.
- O investimento em equipamentos e ativos intangíveis cresceu cerca de 9% em quatro trimestres, o maior ritmo desde 2021, mais da metade impulsionado pela infraestrutura de inteligência artificial.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse no simpósio econômico anual de Jackson Hole, Wyoming, que a inflação medida pelo índice de gastos com consumo pessoal (PCE) segue a principal preocupação do banco central: 3,7% em 12 meses e 4,1% em seis meses, ambos bem acima da meta de 2%. Segundo o discurso, 54% dos componentes do PCE tiveram alta superior a 3% no último ano, porcentual abaixo dos 77% do pico pós-pandemia, mas ainda muito acima da média pré-pandemia de 32%; no horizonte de seis meses, essa fatia foi de 49%. Warsh fixou o critério para novas medidas: é preciso confiança de que a inflação subjacente está convergindo para a meta "de forma clara e com velocidade suficiente", do contrário o Fed "terá trabalho a fazer".
O dirigente evitou se comprometer com uma nova alta de juros: o FOMC decidiu, na reunião de julho, aguardar mais dados antes de mudar a política monetária. Warsh justificou o espaço para um aperto adicional citando condições financeiras folgadas, com spreads de crédito perto de mínimas históricas, emissão robusta de dívida corporativa e padrões de crédito bancário frouxos. Ele descreveu o mercado de trabalho como consistente com pleno emprego, com desemprego em 4,1% (estável há cerca de dois anos) e pedidos de seguro-desemprego perto das mínimas da década, e citou o investimento em equipamentos e ativos intangíveis, que cresceu cerca de 9% em quatro trimestres, o maior ritmo desde 2021, mais da metade puxado pela infraestrutura de inteligência artificial.
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