Irã acusa governo Trump de promover terrorismo econômico
Teerã classificou as novas sanções dos EUA como violações do direito internacional e exige o fim da pressão para retomar negociações diplomáticas.
Pontos principais
- O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as sanções americanas como terrorismo econômico e de Estado.
- O governo iraniano alega que as medidas violam a Carta das Nações Unidas e princípios de soberania nacional.
- Teerã citou uma decisão de 2018 da Corte Internacional de Justiça que protege transações de bens humanitários.
- O ministro Abbas Araghchi afirmou que a retomada de diálogos com Washington depende do fim das pressões econômicas.
O governo do Irã manifestou forte oposição às novas sanções impostas pela administração do presidente Donald Trump, rotulando as medidas como uma forma de terrorismo econômico. Segundo Teerã, as restrições violam direitos humanos fundamentais, a soberania nacional e a Carta das Nações Unidas. O Ministério das Relações Exteriores iraniano destacou que as sanções ignoram uma decisão de 2018 da Corte Internacional de Justiça, que estabeleceu proteções específicas para transações envolvendo bens humanitários, como alimentos e medicamentos. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reiterou que qualquer possibilidade de retomar negociações diplomáticas com os Estados Unidos está condicionada ao abandono da política de pressão máxima exercida por Washington. A escalada retórica reflete a tensão contínua nas relações bilaterais, com o Irã buscando apoio internacional para contestar a legalidade das sanções impostas pelos EUA.
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