Demora no diagnóstico agrava progressão da esclerose múltipla
Pesquisa aponta que um quarto dos pacientes brasileiros espera mais de cinco anos pelo diagnóstico, dificultando o controle da doença.
Pontos principais
- Cerca de 26,6% dos pacientes levam mais de cinco anos para obter o diagnóstico definitivo.
- Mais da metade dos entrevistados recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla.
- A doença afeta aproximadamente 40 mil brasileiros, com maior incidência em mulheres de 20 a 40 anos.
- Burocracia em planos de saúde e falta de medicamentos dificultam o acesso ao tratamento para 41,2% dos pacientes.
- Dificuldades com profissionais de saúde e acesso a ressonâncias magnéticas são as principais barreiras identificadas.
Uma pesquisa realizada pela HSR Health e Roche Farma revela que a demora no diagnóstico da esclerose múltipla impacta severamente a qualidade de vida e a progressão da doença em cerca de 40 mil brasileiros. O estudo aponta que 26,6% dos pacientes aguardam mais de cinco anos pelo diagnóstico, enquanto 14,1% levam uma década ou mais, sendo que 56,8% chegaram a receber diagnósticos incorretos anteriormente. A falta de preparo de profissionais de saúde e a dificuldade de acesso a exames de imagem são os principais entraves citados. Embora não exista cura, o tratamento precoce é fundamental para evitar incapacidades graves. Contudo, o cenário é agravado pela burocracia dos planos de saúde e pela escassez de medicamentos, que impedem que 41,2% dos pacientes recebam o acompanhamento adequado, comprometendo o prognóstico a longo prazo.
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