Argentina reforça aliança com EUA e avança em reforma do Banco Central
Governo argentino consolida parceria estratégica com os EUA e aprova na Câmara reforma que limita financiamento público pelo Banco Central.
Pontos principais
- Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro na Argentina, com US$ 35,3 bilhões em investimentos diretos.
- Exportações argentinas para os EUA cresceram 38% entre janeiro e julho de 2026, somando quase US$ 6 bilhões.
- A Câmara dos Deputados aprovou a reforma da Carta Orgânica do Banco Central, que agora segue para o Senado.
- A reforma visa restringir o financiamento ao setor público e limitar transferências ao Tesouro para conter a inflação.
O governo da Argentina reafirmou os Estados Unidos como seu principal parceiro estratégico, destacando um volume de US$ 35,3 bilhões em investimentos diretos. A relação comercial, impulsionada pelo Acordo sobre Comércio e Investimentos Recíprocos (ARTI) firmado em fevereiro, apresentou um crescimento de 38% nas exportações argentinas para o mercado americano nos primeiros sete meses de 2026. Paralelamente ao fortalecimento dos laços externos, a Câmara dos Deputados aprovou a reforma da Carta Orgânica do Banco Central local. O projeto, que ainda depende de aprovação no Senado, busca restringir o financiamento ao setor público e limitar a transferência de resultados ao Tesouro. A medida é um pilar central do plano de desinflação do governo, visando conferir maior autonomia à autoridade monetária e estabilidade à economia nacional.
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