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Credores da Elfa contestam venda da empresa por R$ 630 pelo Pátria

A venda da distribuidora de medicamentos Elfa por um valor simbólico gerou revolta entre credores, que ameaçam pedir o vencimento antecipado da dívida.

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Foto: Brazil Journal
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26/08 às 10:02

Pontos principais

  • O Pátria vendeu a distribuidora Elfa para a empresa Gravataí pelo valor de R$ 630.
  • Credores afirmam não ter sido notificados sobre a transação durante as negociações de reestruturação da dívida.
  • A dívida total da Elfa soma cerca de R$ 1,5 bilhão, dividida entre debêntures e obrigações bancárias.
  • A compradora, Gravataí, foi constituída há quatro meses e é controlada por Marcel Molon e Luciano Correa.
  • O acordo de venda inclui uma cláusula de earnout caso a Elfa seja revendida nos próximos 36 meses.

A venda da distribuidora de medicamentos Elfa pelo Pátria Investimentos por apenas R$ 630 causou indignação entre os credores da companhia. A transação, realizada sem aviso prévio durante um processo de reestruturação de dívidas, pegou o mercado de surpresa. A compradora, a empresa Gravataí, foi criada há apenas quatro meses e é controlada por Marcel Molon e Luciano Correa. Diante do cenário, os credores, que detêm cerca de R$ 1,5 bilhão em passivos — metade em debêntures e metade em dívidas bancárias —, planejam solicitar o vencimento antecipado dos débitos. Fontes ligadas ao Pátria justificam a operação como um desinvestimento necessário, argumentando que a gestora não possui expertise para lidar com ativos em situação de estresse financeiro. O contrato de venda ainda prevê um mecanismo de earnout para o Pátria em caso de revenda do ativo nos próximos três anos.

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