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Elfa contrata assessoria para renegociar dívida de R$ 1,7 bilhão

Distribuidora de medicamentos busca reestruturação extrajudicial para evitar recuperação judicial após prejuízo trimestral de R$ 142 milhões.

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Foto: Pipeline Valor
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11/08 às 19:31

Pontos principais

  • A Elfa contratou a RK Partners e o escritório E. Munhoz para conduzir a renegociação de R$ 1,7 bilhão em dívidas.
  • Credores e debenturistas formaram um grupo assessorado pelo banco Moelis & Co e pelo escritório TWK.
  • A Fitch Ratings rebaixou o rating da companhia para 'B-' citando risco de calote e suspensão de pagamentos.
  • O plano de reestruturação prevê a venda de ativos, incluindo a unidade Descarpack, para melhorar a liquidez.
  • A empresa reportou um prejuízo de R$ 142 milhões no primeiro trimestre, alta de 260% frente ao ano anterior.

A Elfa, distribuidora de medicamentos controlada pela gestora Pátria, iniciou um processo de reestruturação de sua dívida bruta de R$ 1,7 bilhão. O objetivo da companhia é negociar novos prazos e condições diretamente com credores e debenturistas, evitando o ingresso em um processo de recuperação judicial. Para mediar as conversas, a empresa contratou a consultoria RK Partners e o escritório E. Munhoz, enquanto o grupo de credores conta com o suporte do banco Moelis & Co e do escritório TWK. A urgência da medida reflete o agravamento da saúde financeira da Elfa, que registrou um prejuízo de R$ 142 milhões no primeiro trimestre, um salto de 260% em relação ao mesmo período de 2024. O cenário levou a Fitch Ratings a rebaixar a nota de crédito da empresa para 'B-', destacando o risco elevado de inadimplência. Como parte da estratégia de recuperação, a companhia avalia a venda de ativos estratégicos, como a Descarpack, buscando concentrar suas operações em segmentos de maior rentabilidade.

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