Documentos revelam monitoramento de Juscelino Kubitschek pelos EUA
Arquivos confidenciais mostram que diplomatas americanos vigiaram JK durante a ditadura militar brasileira por receio de sua influência política.
Pontos principais
- Relatórios do embaixador William Manning Rountree detalham conversas com JK em 1970.
- EUA monitoravam o ex-presidente por considerá-lo uma ameaça à hegemonia regional na Guerra Fria.
- JK criticou abertamente a repressão política e o fim da liderança civil no Brasil aos diplomatas.
- O historiador Rodrigo Patto Sá Motta analisou mais de sete mil páginas de documentos sobre o período.
- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos concluiu em 2026 que a morte de JK foi uma emboscada da ditadura.
Documentos confidenciais do Departamento de Estado dos EUA, obtidos pelo historiador Rodrigo Patto Sá Motta, revelam que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi alvo de monitoramento constante por diplomatas americanos durante a ditadura militar. Os registros, que incluem relatos do embaixador William Manning Rountree, indicam que Washington via JK como uma figura de alta relevância política e um potencial obstáculo aos interesses americanos na América Latina durante a Guerra Fria. Em encontros realizados em 1970, o ex-presidente manifestou forte oposição ao regime, condenando a repressão e a desarticulação das lideranças civis no país. A revelação ganha contornos mais graves após a conclusão da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, em maio de 2026, que determinou que a morte de Kubitschek, ocorrida em 1976, foi fruto de uma emboscada orquestrada por agentes do regime militar brasileiro.
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