Ministério da Justiça aponta 40 mil amostras de DNA sem processamento
Levantamento revela que 40 mil amostras de DNA de corpos não identificados em IMLs aguardam integração aos bancos de dados nacionais.
Pontos principais
- Cerca de 40 mil amostras genéticas de corpos não identificados permanecem fora do sistema nacional de identificação.
- O Ministério da Justiça planeja definir um cronograma com estados para processar e incluir esses materiais nos bancos de dados.
- Atualmente, o sistema nacional registra 14.139 amostras de corpos não identificados e 10.574 de familiares em busca de parentes.
- Desde o início das mobilizações nacionais, 815 pessoas foram identificadas por meio de comparação genética.
- Uma campanha de coleta de DNA de familiares de desaparecidos ocorre até o dia 28 de agosto para ampliar as chances de identificação.
Um levantamento realizado pelo Ministério da Justiça identificou que aproximadamente 40 mil amostras de DNA de corpos não identificados, armazenadas em Institutos Médico Legais (IMLs) de todo o país, ainda não foram integradas aos bancos de dados nacionais. A Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas informou que pretende estabelecer um cronograma junto aos estados para processar esse material, visando acelerar a identificação de vítimas. O anúncio foi feito durante o lançamento da 4ª edição de uma mobilização nacional voltada à coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas, que segue até o dia 28 de agosto. A iniciativa é considerada fundamental para reduzir o passivo de identificações, dado que, até o momento, 815 pessoas foram localizadas por meio de cruzamentos genéticos, sendo 112 dessas identificações confirmadas apenas entre 2024 e 2025.
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