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EUA anunciam sanções secundárias contra parceiros comerciais do Irã

O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou medidas para punir países e entidades que mantêm laços econômicos com Teerã, intensificando o isolamento iraniano.

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Foto: Axios - Main
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24/08 às 14:45, atualizado 25/08 às 07:45

Pontos principais

  • O governo dos EUA anunciou sanções contra 60 entidades em países como China e Hong Kong.
  • A estratégia, chamada de 'Dia D econômico', visa pressionar o regime iraniano sem recorrer a ataques militares.
  • As sanções secundárias punem nações que continuam negociando com o Irã, especialmente no setor de petróleo.
  • A economia iraniana enfrenta crise severa, com a moeda atingindo a mínima histórica de 2 milhões de riais por dólar.
  • A inflação no Irã chegou a 87,9% em julho, com alta de 128% nos preços de alimentos e bebidas.
  • O FMI projeta uma retração de 5,4% no PIB do Irã para 2026.
  • O presidente Masoud Pezeshkian reconheceu a gravidade da situação econômica do país.

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou uma nova rodada de sanções secundárias direcionadas a países e entidades que mantêm relações comerciais com o Irã. A medida, batizada pela administração Trump como 'Dia D econômico', busca isolar financeiramente Teerã e forçar uma mudança de postura do regime em meio ao conflito armado em curso. A ofensiva inclui a punição de 60 entidades localizadas em diversas nações, com foco especial em parceiros que facilitam as exportações de petróleo iraniano, um setor já severamente restringido por um bloqueio naval americano desde abril. A decisão ocorre após o fracasso de tentativas diplomáticas e militares para resolver o impasse no Estreito de Ormuz. O governo americano sustenta que a pressão econômica é o caminho para alcançar objetivos que não foram atingidos por vias militares, exigindo que nações aliadas e parceiras comerciais encerrem imediatamente seus laços com o governo iraniano. A economia do Irã atravessa um momento crítico, com a moeda nacional em queda livre e o FMI prevendo uma contração de 5,4% no PIB para 2026. Embora o presidente Masoud Pezeshkian tenha sinalizado a necessidade de encerrar o conflito devido à pressão interna, analistas observam que o regime ainda resiste a uma capitulação formal, enquanto a inflação galopante e a escassez de recursos para o pagamento de funcionários públicos e militares elevam a instabilidade interna no país.

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