EUA anunciam sanções contra países que mantêm laços econômicos com Irã
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, impôs sanções secundárias a 60 entidades globais para isolar economicamente o regime iraniano.
Pontos principais
- O plano, denominado 'Dia D econômico', visa pressionar o Irã após o fracasso de tentativas diplomáticas e militares.
- As sanções secundárias atingem 60 entidades em diversos países, incluindo China e Hong Kong.
- A medida foca especialmente no setor de petróleo para restringir a receita do governo iraniano.
- A economia do Irã enfrenta crise severa, com a moeda nacional atingindo a mínima histórica de 2 milhões de riais por dólar.
- O governo americano exige o fim imediato de relações comerciais com Teerã sob risco de punições severas.
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump, oficializou uma nova ofensiva econômica contra o Irã. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a implementação de sanções secundárias direcionadas a países e entidades que mantêm laços comerciais com Teerã. A medida, batizada de 'Dia D econômico', busca isolar o regime iraniano e forçar mudanças políticas após o esgotamento de vias diplomáticas e o fracasso de ações militares para resolver conflitos recentes, como a instabilidade no Estreito de Ormuz. Ao todo, 60 entidades localizadas em diversas jurisdições, incluindo China e Hong Kong, foram alvo das restrições imediatas.
A iniciativa ocorre em um momento de fragilidade extrema para a economia iraniana, que enfrenta uma desvalorização recorde de sua moeda e dificuldades crescentes para honrar compromissos básicos, como o pagamento de salários de servidores e militares. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, admitiu publicamente a gravidade do cenário econômico, que tem sido agravado pela pressão externa. A administração Trump sinaliza que a estratégia de sanções secundárias é uma ferramenta central para atingir objetivos que não foram alcançados por meios convencionais, colocando parceiros comerciais do Irã, como a China, sob intensa pressão diplomática e econômica para que interrompam suas transações com o país.
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