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Carney rejeita acordo comercial com EUA que ameace língua francesa

O primeiro-ministro canadense Mark Carney afirmou que o Canadá não cederá em questões culturais diante das ameaças tarifárias de Donald Trump.

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Foto: The Guardian World
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24/08 às 16:15

Pontos principais

  • Mark Carney declarou que o Canadá não aceitará termos comerciais que prejudiquem a cultura francófona.
  • O primeiro-ministro ressaltou que direitos linguísticos em Quebec não são negociáveis.
  • Donald Trump ameaçou impor novas tarifas sobre veículos canadenses, alegando exploração econômica.
  • O presidente americano afirmou que o Canadá tem se beneficiado injustamente dos EUA há anos.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, posicionou-se contra exigências americanas em negociações comerciais, afirmando que o Canadá não aceitará qualquer acordo que enfraqueça a língua francesa. A declaração ocorre em um momento de tensão crescente com o governo de Donald Trump, que ameaçou aplicar novas tarifas sobre carros e caminhões importados do país vizinho. Enquanto negociadores americanos tratam as políticas linguísticas canadenses como obstáculos ao comércio, Carney enfatizou que, para a província de Quebec, tais medidas representam direitos fundamentais e não concessões econômicas.

A retórica de Trump, que acusa o Canadá de explorar os Estados Unidos há anos, eleva a pressão sobre as relações bilaterais. A disputa coloca em xeque a estabilidade do fluxo comercial entre os dois países, com o setor automotivo no centro do impasse. A postura de Carney sinaliza que o governo canadense prioriza a preservação cultural frente às ameaças protecionistas da Casa Branca.

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