Cade intensifica investigações contra big techs no Brasil
O órgão antitruste focou a maioria de suas novas apurações no primeiro semestre de 2026 em mercados digitais e inteligência artificial.
Pontos principais
- Oito das nove novas investigações do Cade entre janeiro e junho de 2026 miraram mercados digitais.
- Meta e Google são alvos de apurações por suposto abuso de posição dominante no WhatsApp e em buscas.
- Quatro dos nove Procedimentos Administrativos julgados no período envolveram inteligência artificial.
- O Cade exigiu que a Microsoft justificasse a compra da Inflection AI realizada em 2024.
- O órgão estuda usar medidas preventivas para conter possíveis 'killer acquisitions' no setor.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) intensificou o escrutínio sobre as grandes empresas de tecnologia durante o primeiro semestre de 2026. A estratégia do órgão reflete uma preocupação crescente com a concentração de poder em mercados digitais e no desenvolvimento de inteligência artificial. Entre as ações de destaque, o Cade abriu investigações contra a Meta, por condutas no WhatsApp, e contra o Google, por práticas nos setores de buscas e notícias. Além disso, o órgão passou a exigir justificativas formais sobre aquisições anteriores, como a compra da Inflection AI pela Microsoft. A atuação do Cade sinaliza uma mudança de postura para conter 'killer acquisitions', utilizando mecanismos de notificação e medidas preventivas mesmo em casos que não atingem os patamares financeiros obrigatórios para a análise tradicional de atos de concentração.
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