Templos budistas no Japão adotam inteligência artificial para atrair fiéis
Instituições religiosas utilizam robôs e sistemas de IA para combater o declínio no número de seguidores e garantir a sustentabilidade financeira.
Pontos principais
- Cerca de 30% dos templos budistas japoneses correm risco de fechar até 2040 devido à queda na religiosidade.
- Sistemas de IA como o BuddhaBot e o robô humanoide Buddharoid respondem dúvidas baseadas em textos sagrados.
- Monjes implementam inovações como o jumokuso, modalidade de sepultamento em áreas arborizadas, para gerar receita.
- Especialistas alertam para o risco de a tecnologia exercer autoridade religiosa indevida ou distorcer crenças tradicionais.
Diante de uma crise demográfica e da redução do interesse religioso, templos budistas no Japão estão recorrendo à inteligência artificial para se manterem relevantes. Com a previsão de que quase um terço das instituições desapareça até 2040, monges como Souou Iwayama buscam alternativas tecnológicas e financeiras, incluindo o uso de sistemas como o BuddhaBot e o robô humanoide Buddharoid, projetados para interagir com fiéis e explicar doutrinas. Embora a maioria da população japonesa não se identifique com uma religião específica, a manutenção de ritos funerários permanece culturalmente significativa. Contudo, a integração dessas ferramentas levanta debates éticos entre especialistas, que temem que a IA possa influenciar indevidamente a autoridade religiosa ou alterar a interpretação de textos sagrados, desafiando a preservação das tradições budistas em um cenário de modernização acelerada.
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