Postos de combustíveis têm taxa de recuperação judicial 22 vezes maior que varejo
Levantamento aponta que setor de postos enfrenta alta incidência de recuperações judiciais devido a margens estreitas e pressão tributária.
Pontos principais
- Postos de combustíveis representam 18,5% dos CNPJs em recuperação judicial no varejo brasileiro.
- O índice de recuperações no setor é de 3,61 por mil empresas, contra 0,16 do varejo geral.
- Margens de lucro reduzidas e alta carga tributária são os principais fatores de desequilíbrio financeiro.
- A Lei Complementar 225 intensifica a pressão regulatória sobre o segmento.
- Apesar da crise financeira, o setor registra poucas falências devido ao valor dos ativos e licenças operacionais.
Um levantamento realizado pelo Monitor RGF-BIZDOC revela que os postos de combustíveis no Brasil enfrentam uma taxa de recuperação judicial 22 vezes superior à média do setor varejista. Enquanto o varejo geral apresenta um índice de 0,16 por mil empresas, o segmento de combustíveis atinge 3,61, respondendo por quase 20% dos processos de reestruturação de dívidas no setor. A fragilidade financeira é impulsionada por margens de lucro estreitas, elevada carga tributária e o endurecimento das normas para devedores contumazes, conforme estabelecido pela Lei Complementar 225. Contudo, o setor apresenta um índice de falências relativamente baixo. A natureza dos ativos e a complexidade das licenças necessárias para operar incentivam os credores a optarem pela renegociação das dívidas em vez da liquidação total do negócio, permitindo que os postos mantenham suas operações mesmo sob grave estresse financeiro.
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