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Crise no varejo brasileiro eleva recuperações judiciais em 20,4%

O setor varejista enfrenta forte crise com 986 empresas em recuperação judicial, pressionadas por juros altos e concorrência de plataformas digitais.

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Foto: Times Brasil
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19/08 às 05:45, atualizado 10:02

Pontos principais

  • Número de varejistas em recuperação judicial subiu 20,4% no primeiro semestre de 2026, atingindo 986 empresas.
  • Grandes redes como Casas Bahia, Marabraz e o Grupo Toky solicitaram recuperação judicial ao longo do ano.
  • Juros elevados e o endividamento das famílias restringem o crédito e pressionam modelos operacionais tradicionais.
  • Plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee ganham participação de mercado devido à maior eficiência logística.
  • Postos de combustíveis, hipermercados e supermercados lideram o volume de pedidos de reestruturação financeira.

O varejo brasileiro atravessa um período de profunda reestruturação, marcado por um aumento de 20,4% no número de empresas em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026. O cenário de juros elevados e crédito restrito tem impactado severamente redes tradicionais, como Casas Bahia e Marabraz, que lutam para manter a viabilidade financeira diante de estruturas operacionais custosas. Enquanto o setor físico enfrenta dificuldades, grandes plataformas digitais, como Mercado Livre e Amazon, consolidam sua posição no mercado através de maior eficiência logística e digitalização. Especialistas apontam que o setor vive uma seleção natural, onde a sobrevivência das empresas depende da capacidade de integrar lojas físicas ao e-commerce e de manter uma estrutura financeira robusta. Com 686 varejistas adicionais em situação de falência, o mercado financeiro tem priorizado companhias com menor alavancagem e maior solidez de caixa.

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