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China realiza maior recall da história com 4 milhões de carros elétricos

Onze montadoras, incluindo a Tesla, convocam recall na China para corrigir falhas em maçanetas retráteis que dificultam a saída de ocupantes em emergências.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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21/08 às 10:03, atualizado 17:32

Pontos principais

  • A campanha de recall envolve 11 montadoras e mais de 4 milhões de veículos elétricos no mercado chinês.
  • A Tesla é responsável por cerca de 2,98 milhões dos veículos convocados, abrangendo os modelos 3, Y, S e X.
  • O problema central reside em maçanetas embutidas que dificultam a abertura das portas em caso de falha elétrica após colisões.
  • As fabricantes instalarão etiquetas de advertência e realizarão atualizações de software para facilitar a saída dos ocupantes.
  • A Tesla também atualizará sistemas de monitoramento de atenção do motorista via software.
  • O governo chinês proibirá o uso exclusivo de sistemas eletrônicos para abertura de portas em veículos novos a partir de 2027.
  • A medida é restrita ao mercado chinês e não afeta, até o momento, veículos vendidos no Brasil.

A China deu início à maior campanha de recall automotivo de sua história, abrangendo mais de 4 milhões de veículos elétricos de 11 montadoras diferentes. A medida foi motivada por preocupações de segurança relacionadas às maçanetas retráteis, que, em situações de colisão grave, podem falhar ou dificultar o acesso de equipes de resgate e a saída dos ocupantes devido à dependência de sistemas eletrônicos. Entre as empresas afetadas estão a Tesla, que responde pela maior parte do volume com quase 3 milhões de unidades, além de marcas como Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co.

Para solucionar o risco, as montadoras deverão instalar etiquetas de advertência para orientar os usuários sobre o uso das maçanetas manuais de emergência e implementar atualizações de software que permitam, por exemplo, o destravamento automático das portas ou o abaixamento dos vidros em caso de acidente. A Tesla, especificamente, também realizará ajustes nos sistemas de monitoramento de atenção do motorista. O movimento reflete uma fiscalização mais rigorosa dos órgãos reguladores chineses sobre a segurança de veículos elétricos, culminando na decisão de proibir sistemas de abertura exclusivamente eletrônicos em novos modelos a partir de 2027.

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