CEO da TRX admite falhas e busca reduzir alavancagem do TRXF11
Após críticas sobre transparência e alavancagem, gestora do TRXF11 admite que poderia ter reavaliado ativos antes de sua maior oferta de cotas.
Pontos principais
- Luiz Augusto Amaral, CEO da TRX, reconheceu que a gestora poderia ter realizado uma reavaliação extraordinária dos imóveis antes da 13ª emissão.
- A gestora pretende reduzir a alavancagem bruta do fundo, atualmente em cerca de 30%, para um patamar entre 20% e 25%.
- O executivo afirmou que não pode garantir a manutenção do atual patamar de dividendos, embora o objetivo seja o crescimento dos rendimentos.
- O TRXF11 busca captar até R$ 10 bilhões em sua 13ª emissão, o que pode torná-lo o maior fundo imobiliário do Brasil.
- A estratégia de expansão inclui a aquisição de um portfólio da Cyrela por R$ 2,14 bilhões e ativos da Log Commercial Properties.
- A TRX planeja aumentar o detalhamento dos relatórios gerenciais para atender às demandas de transparência dos cotistas.
Durante o evento TRX Day, realizado em 20 de agosto de 2026, o CEO da TRX Investimentos, Luiz Augusto Amaral, abordou as preocupações de investidores sobre a complexidade e o endividamento do TRXF11. O executivo admitiu que a gestora poderia ter adotado maior rigor na reavaliação do valor patrimonial antes do lançamento da 13ª emissão de cotas, operação que visa captar até R$ 10 bilhões para financiar novas aquisições, como o portfólio de R$ 2,14 bilhões da Cyrela.
Além da questão patrimonial, a gestão busca reduzir a alavancagem bruta, que hoje gira em torno de 30%, por meio de reciclagem de ativos e refinanciamentos. Amaral ressaltou que, embora o fundo tenha passado por uma transformação estrutural, diversificando sua carteira para além do varejo, a prioridade é manter a robustez do veículo, mesmo sem prometer a manutenção fixa dos dividendos atuais, que somam R$ 0,93 por cota.
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