JPMorgan projeta desempenho abaixo da média para setor de atacarejo
O banco aponta que gastos com apostas online e medicamentos GLP-1 pressionam o orçamento familiar, limitando o crescimento do varejo alimentar.
Pontos principais
- JPMorgan mantém recomendação cautelosa para o setor de atacarejo no Brasil.
- Cerca de 26% das famílias brasileiras destinaram parte do orçamento para apostas online em 2025.
- O uso de medicamentos da classe GLP-1 também tem impactado o consumo de alimentos.
- O banco cortou o preço-alvo das ações do Assaí para R$ 9,50.
- Analistas recomendam a venda de ações do Grupo Mateus devido à pressão nas margens.
O JPMorgan divulgou uma análise cautelosa sobre o setor de atacarejo brasileiro, indicando que a inflação de alimentos não será suficiente para impulsionar o crescimento real de receita das empresas. Segundo o banco, mudanças estruturais no comportamento do consumidor, como o aumento expressivo das apostas online e a popularização de medicamentos emagrecedores da classe GLP-1, estão drenando o orçamento das famílias, o que reduz a disponibilidade de recursos para despesas básicas. Dados apontam que 26% das famílias brasileiras se envolveram com apostas em 2025, afetando diretamente o varejo alimentar. Além do cenário macroeconômico, o relatório destaca dificuldades operacionais enfrentadas por grandes players, como Assaí e Atacadão, em manter a produtividade de vendas acima da inflação. Como reflexo dessas projeções, o banco revisou para baixo o preço-alvo do Assaí e recomendou a venda dos papéis do Grupo Mateus.
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