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Estudo indica que micróbios da Terra podem sobreviver na Lua

Pesquisa aponta que bactérias e fungos terrestres podem permanecer em estado de criptobiose nas regiões sombreadas dos polos lunares.

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Foto: space-com
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20/08 às 17:06

Pontos principais

  • Cientistas testaram a resistência de três tipos de bactérias e dois de fungos comuns em missões espaciais.
  • As sombras em crateras lunares podem proteger microrganismos da radiação ultravioleta e do calor extremo.
  • Micróbios entrariam em estado de criptobiose, mantendo-se preservados sem crescimento ou movimento.
  • A descoberta reforça a necessidade de protocolos rigorosos contra contaminação biológica em missões como a Artemis III.
  • A Lua pode funcionar como um freezer natural, preservando evidências biológicas da história terrestre.

Um estudo recente publicado na revista Science Advances revela que microrganismos terrestres possuem potencial para sobreviver em estado de animação suspensa nas regiões permanentemente sombreadas dos polos lunares. Ao analisar a resiliência de bactérias e fungos frequentemente presentes em naves espaciais, pesquisadores concluíram que o ambiente lunar, protegido da radiação e do calor intenso por crateras e relevos, permite que esses seres entrem em criptobiose. Nesse estado, os organismos permanecem preservados, embora inativos. A descoberta traz implicações significativas para a exploração espacial, exigindo que agências como a NASA reforcem os protocolos de biossegurança em missões futuras, como a Artemis III, para evitar a contaminação biológica do satélite. Além disso, o fenômeno sugere que a Lua pode atuar como um repositório natural, mantendo registros biológicos da história da Terra que chegaram ao solo lunar por meio de impactos cósmicos ao longo de eras.

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