Violência de facções brasileiras na fronteira com a Bolívia cresce
O aumento de crimes violentos na fronteira boliviana, ligado a facções brasileiras, leva o governo local a reforçar a segurança e a inteligência.
Pontos principais
- Cidades fronteiriças registram aumento de chacinas e decapitações atribuídas ao PCC e ao Comando Vermelho.
- O governo da Bolívia contabilizou 774 homicídios entre janeiro e setembro de 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
- O presidente Rodrigo Paz lançou um plano de segurança para ampliar o efetivo policial e a cooperação com o Brasil.
- A construção de uma nova ponte entre Guayaramerín e o Brasil gera preocupações sobre a facilitação do trânsito de quadrilhas.
A região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia enfrenta uma escalada de violência sem precedentes, impulsionada pela expansão de facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho. Dados oficiais do governo boliviano indicam que o número de homicídios saltou de 325 para 774 entre janeiro e setembro de 2025, um reflexo direto da disputa territorial e do controle de rotas de tráfico. Em resposta, o presidente Rodrigo Paz anunciou um plano de segurança focado no reforço policial e na troca de inteligência com autoridades brasileiras para conter a criminalidade. Paralelamente, o projeto de construção de uma ponte entre Guayaramerín e o território brasileiro, embora vislumbrado como um motor para o desenvolvimento econômico e comercial, desperta temores entre moradores locais. A população receia que a nova infraestrutura possa facilitar ainda mais a circulação de grupos criminosos entre os dois países.
Comentários
Carregando comentários...
