Corrupção policial e poder de gangues desafiam segurança em Durán
Reportagem revela como a infiltração do crime organizado nas forças de segurança equatorianas dificulta o combate ao narcotráfico em Durán.
Pontos principais
- Policiais relatam dificuldades operacionais devido à presença de informantes das gangues dentro da própria corporação.
- O Equador consolidou-se como rota estratégica, por onde transita cerca de 70% da cocaína exportada internacionalmente.
- Líderes de facções criminosas, como 'Los Águilas', mantêm policiais na folha de pagamento para antecipar operações.
- Apesar da persistência da corrupção institucional, autoridades locais registraram queda nos homicídios em Durán em 2026.
A cidade de Durán tornou-se o epicentro da crise de segurança no Equador, onde a atuação policial é severamente comprometida pela corrupção institucional. Relatos de agentes na linha de frente indicam que facções criminosas, como 'Los Águilas', exercem influência direta sobre a polícia e o judiciário, utilizando subornos para obter informações privilegiadas sobre incursões. Esse cenário de desconfiança interna fragiliza o combate ao narcotráfico, setor que utiliza o país como ponto estratégico para o escoamento de 70% da cocaína global. A situação ocorre em um momento em que o governo de Daniel Noboa tenta implementar medidas de segurança mais rígidas, inspiradas no 'modelo Bukele', para conter a violência que resultou em mais de 9 mil homicídios em 2025. Embora autoridades apontem uma redução pontual nos assassinatos em Durán no início de 2026, a persistência da infiltração criminosa nas instituições permanece como um obstáculo central para a estabilidade do país.
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