Síria classifica bombardeio de Israel a base aérea como injustificado
Governo sírio nega presença militar turca em base aérea atacada por Israel e busca retomar negociações de desescalada mediadas pelos EUA.
Pontos principais
- Israel bombardeou a base aérea de Abu al-Duhur sob a justificativa de impedir uma suposta construção militar turca no local.
- O chanceler sírio, Asaad Al-Shaibani, afirmou que as obras na base visavam apenas a reabilitação da infraestrutura para a Força Aérea Síria.
- O ataque causou danos materiais em pistas e hangares, mas não registrou vítimas fatais.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado sobre a operação militar, mas não emitiu críticas públicas ao governo israelense.
- A Síria tenta retomar conversas de desescalada com Israel após o fracasso de um acordo de segurança anterior.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad Al-Shaibani, classificou como injustificado o recente bombardeio de Israel contra a base aérea de Abu al-Duhur. O governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, justificou a ação alegando a necessidade de impedir o estabelecimento de uma presença militar turca na instalação. Em resposta, Damasco negou qualquer parceria com a Turquia na base, sustentando que os trabalhos no local eram restritos à recuperação da infraestrutura para uso exclusivo da Força Aérea Síria. O ataque resultou em danos significativos a hangares e pistas, embora não tenha causado vítimas. O presidente Donald Trump, que foi notificado sobre a operação, manteve uma postura neutra. O incidente ocorre em um momento em que a Síria busca retomar negociações de desescalada com Israel, sob mediação dos Estados Unidos, na tentativa de estabilizar a região após o colapso de acordos de segurança anteriores.
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