Harvard pagará US$ 53 milhões por venda ilegal de restos humanos
Universidade indenizará famílias após ex-gerente de necrotério ser condenado por roubar e vender partes de corpos doados para pesquisas.
Pontos principais
- A indenização total acordada pela Universidade Harvard é de US$ 53 milhões.
- Cedric Lodge, ex-gerente do necrotério, foi condenado a oito anos de prisão pelo esquema.
- A esposa de Lodge e seis compradores também receberam condenações criminais.
- O esquema envolveu a venda de órgãos, cérebros e cabeças entre 2018 e 2023.
- As partes humanas foram retiradas sem autorização de corpos doados à ciência.
A Universidade Harvard concordou em pagar US$ 53 milhões em indenizações para encerrar processos movidos por famílias cujos entes queridos tiveram restos mortais comercializados ilegalmente. O caso veio à tona após a descoberta de um esquema operado por Cedric Lodge, ex-gerente do necrotério da Faculdade de Medicina da instituição, que roubou e vendeu partes de corpos doados para fins acadêmicos entre 2018 e 2023. Entre os itens negociados estavam cérebros, pele, mãos e cabeças dissecadas. Lodge foi sentenciado a oito anos de prisão, enquanto sua esposa e seis compradores também foram condenados pela participação no crime. O episódio gerou um grave impacto na reputação da universidade e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança e ética no manejo de doações de corpos para pesquisa científica, forçando a instituição a revisar seus procedimentos internos.
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