Harvard pagará US$ 53 milhões por tráfico de restos humanos
A universidade fechou acordo judicial para encerrar processos sobre o roubo e a venda ilegal de partes de corpos doados para fins científicos.
Pontos principais
- O acordo de US$ 53 milhões encerra ações judiciais movidas contra a instituição.
- O esquema ocorreu entre 2018 e 2020 na faculdade de medicina de Harvard.
- Cedric Lodge, ex-gerente do necrotério, foi condenado a oito anos de prisão pelo crime.
- Partes como cérebros, pele e cabeças dissecadas foram comercializadas ilegalmente.
- Os restos humanos haviam sido doados à universidade exclusivamente para pesquisa.
A Universidade de Harvard concordou em pagar US$ 53 milhões para encerrar uma série de processos judiciais decorrentes de um escândalo de tráfico de restos humanos. O caso envolveu o roubo e a venda ilegal de partes de corpos, incluindo cérebros, pele e cabeças dissecadas, que haviam sido doados à faculdade de medicina da instituição para fins de pesquisa científica entre 2018 e 2020. O esquema foi liderado por Cedric Lodge, então gerente do necrotério da universidade, que foi condenado a oito anos de prisão em dezembro passado por sua participação direta no crime. O episódio gerou grande repercussão nacional, sendo classificado como uma grave violação ética e legal da confiança depositada por doadores e suas famílias na instituição. O acordo busca reparar os danos causados às famílias das vítimas e encerrar a disputa jurídica sobre a negligência da universidade na gestão dos restos mortais sob sua custódia.
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