Gerdau enfrenta crise por ocultação de passivos ambientais no Brasil
A empresa é investigada por contaminação por metais pesados em unidades de Salvador e Sorocaba, gerando questionamentos sobre sua governança.
Pontos principais
- Laudos apontam contaminação por metais pesados em unidades de Salvador e Sorocaba.
- Prefeitura de Salvador decretou emergência ambiental em São Tomé de Paripe.
- Polícia Federal solicitou o bloqueio de bens da Gerdau para garantir indenizações.
- A empresa congelou R$ 2,1 bilhões em investimentos no Brasil em 2025 para priorizar expansão nos EUA.
A Gerdau está sob escrutínio devido à gestão de passivos ambientais em unidades de Salvador e Sorocaba. Em Salvador, a contaminação por metais pesados no Terminal Itapuã, identificada em 2021, levou a Prefeitura a decretar emergência ambiental, enquanto a Polícia Federal busca o bloqueio de bens da companhia para assegurar reparações. Paralelamente, a planta de Sorocaba, desativada em 2014, segue sob fiscalização da Cetesb devido a resíduos persistentes. A crise de governança ganha contornos financeiros, uma vez que a empresa optou por congelar R$ 2,1 bilhões em investimentos no Brasil em 2025. A decisão de priorizar a expansão de sua usina no Texas, sob o comando do CEO Gustavo Werneck e da família Gerdau, tem gerado críticas sobre a transparência da companhia e o impacto de suas operações no território brasileiro.
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