Gerdau suspende investimentos no Peru em disputa com siderúrgica chinesa
A Gerdau pausou US$ 45 milhões em projetos no Peru para pressionar o governo contra a instalação de uma siderúrgica da chinesa Acero Lima Shenglong.
Pontos principais
- A Gerdau suspendeu US$ 45 milhões em investimentos no Peru como forma de pressão contra o projeto da chinesa Shenglong.
- A empresa brasileira alega que a nova siderúrgica chinesa operaria com matéria-prima subsidiada, configurando prática de dumping.
- O órgão ambiental peruano Senace confirmou que a empresa chinesa ainda não apresentou o estudo de impacto ambiental obrigatório.
- O caso coloca o governo de Keiko Fujimori em um impasse diplomático entre a influência econômica chinesa e a pressão comercial dos EUA.
A Gerdau, maior siderúrgica da América Latina, decidiu suspender US$ 45 milhões em investimentos no Peru como estratégia para barrar a construção de uma nova usina pela chinesa Acero Lima Shenglong. A companhia brasileira acusa a concorrente de praticar dumping, argumentando que a operação chinesa se beneficiaria de matéria-prima subsidiada, o que distorce a competitividade no mercado regional. Autoridades ambientais peruanas confirmaram que, embora as obras tenham iniciado, a empresa chinesa ainda não apresentou o estudo de impacto ambiental exigido por lei.
O conflito coloca o governo de Keiko Fujimori em uma posição delicada, equilibrando a forte influência econômica da China no setor de infraestrutura peruano com as pressões dos EUA por um alinhamento comercial mais rigoroso. A disputa reflete uma tendência crescente de preocupação na indústria siderúrgica latino-americana frente ao aumento das exportações de aço chinês para a região.
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