Comissários de voo relatam aumento de assédio e agressões a bordo
Profissionais do setor aéreo enfrentam alta em casos de violência e assédio, impulsionados pelo consumo de álcool e falta de suporte das empresas.
Pontos principais
- O fenômeno da 'fúria aérea' cresceu significativamente no setor após a pandemia de Covid-19.
- Pesquisa do sindicato Unite aponta que 34% das mulheres na profissão sofreram agressão sexual.
- Consumo excessivo de álcool e uso de cigarros eletrônicos são fatores críticos para os conflitos.
- Governo britânico avalia banimentos permanentes compartilhados para passageiros abusivos.
- Tripulantes denunciam falta de suporte da gestão e condições de trabalho desgastantes.
O setor aéreo enfrenta uma crise de segurança e bem-estar para seus tripulantes, marcada pelo aumento alarmante de casos de assédio sexual e agressões físicas. Conhecido como 'fúria aérea', o comportamento abusivo de passageiros tornou-se um desafio recorrente desde o fim da pandemia, sendo frequentemente agravado pelo consumo de álcool e pelo uso indevido de cigarros eletrônicos a bordo. Dados do sindicato Unite revelam que a maioria das mulheres na profissão já foi alvo de assédio verbal ou sexual, evidenciando a vulnerabilidade da categoria. Além da insegurança causada pelos passageiros, os comissários apontam a falta de suporte das companhias aéreas e a pressão por metas como fatores que agravam o desgaste profissional. Diante da dificuldade de punição devido a lacunas na jurisdição internacional, autoridades como as do Reino Unido discutem a criação de listas de banimento compartilhadas entre empresas para coibir abusos.
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