Inspetores da AIEA visitam locais nucleares não declarados na Síria
Pela primeira vez, a AIEA inspecionou instalações nucleares secretas na Síria após acordos diplomáticos mediados pelo governo Trump.
Pontos principais
- A missão da AIEA, liderada por Rafael Grossi, inspecionou o reator de Al-Kibar e depósitos de material nuclear.
- O governo sírio revelou voluntariamente a existência de estoques de urânio natural e grafite em locais não declarados.
- A inspeção foi viabilizada por esforços diplomáticos do governo Trump junto a Síria e Israel.
- O material nuclear passará por salvaguardas da AIEA para garantir que não seja desviado para fins militares.
Pela primeira vez, inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realizaram uma visita oficial a locais nucleares não declarados na Síria. A missão, conduzida sob a liderança de Rafael Grossi, focou em instalações anteriormente secretas, como o reator de Al-Kibar e depósitos que armazenavam urânio natural e grafite. A abertura desses locais foi possível após uma rodada de negociações diplomáticas articuladas pelo governo do presidente Donald Trump, envolvendo autoridades sírias e israelenses. O governo sírio declarou voluntariamente a existência dos materiais, que agora serão submetidos a um inventário rigoroso e às salvaguardas da agência. Embora o material permaneça sob custódia do Estado sírio, a AIEA monitorará as instalações para assegurar que os recursos não sejam utilizados para o desenvolvimento de programas militares, marcando um passo significativo na transparência nuclear da região.
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