A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é uma organização autônoma da ONU, criada em 1957, que promove o uso pacífico da energia nuclear e impede sua proliferação para armas. Com mais de 175 países membros e sede em Viena, a AIEA aplica salvaguardas e inspeciona instalações para garantir o cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Atualmente, a agência monitora de perto o programa nuclear do Irã, expressando preocupação com o enriquecimento de urânio e a descoberta de partículas em locais não declarados.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) é uma organização autônoma dentro do sistema das Nações Unidas, estabelecida em 1957. Sua principal missão é promover o uso pacífico da energia nuclear e garantir que essa tecnologia não seja desviada para a fabricação de armas nucleares. A AIEA atua como um fórum tecnológico e científico, oferecendo assistência técnica a países em desenvolvimento em áreas como geração de eletricidade, tratamento de doenças, agricultura e pesquisa científica. Com sede em Viena, Áustria, a agência conta com a participação de mais de 175 países membros.
A AIEA foi criada em resposta aos temores globais após o uso de armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial e a subsequente disseminação da tecnologia nuclear. Sua fundação em 1957 visava estabelecer um mecanismo internacional para controlar e monitorar o desenvolvimento nuclear, assegurando que os avanços na área fossem utilizados para o bem-estar da humanidade. A agência aplica salvaguardas para verificar se os Estados cumprem seus compromissos internacionais de não proliferação nuclear, inspecionando instalações e materiais nucleares.
Ao longo de sua história, a AIEA tem desempenhado um papel crucial na fiscalização de tratados como o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), assinado em 1970. Este tratado estabeleceu que países sem armas nucleares até aquela data não poderiam desenvolvê-las, enquanto as potências nucleares se comprometeram a reduzir seus arsenais e auxiliar no uso pacífico da energia atômica. Em 1997, a AIEA aprovou um protocolo adicional ao TNP, ampliando a responsabilidade dos países em fornecer informações e concedendo aos inspetores direitos de acesso mais amplos às instalações nucleares.
Um dos focos recentes da AIEA tem sido o programa nuclear do Irã. A agência monitora de perto as instalações iranianas, como Natanz, Fordow e Isfahan, para garantir que o urânio enriquecido seja usado apenas para fins civis. Em junho de 2024, o diretor-geral da AIEA expressou preocupação com a descoberta de partículas de urânio artificial em locais não declarados pelo Irã e com o enriquecimento de urânio a quase 60%, um nível próximo ao necessário para armas nucleares. Essas questões têm gerado tensões e levado o Irã a reduzir sua cooperação com a agência em alguns aspectos.