Governo federal cria museu sobre o Cais do Valongo no Rio de Janeiro
O Edifício Docas André Rebouças será transformado em um centro de referência para preservar a história e o acervo arqueológico do Cais do Valongo.
Pontos principais
- O projeto de R$ 77 milhões prevê a criação do Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo.
- O novo museu abrigará cerca de um milhão de itens arqueológicos recuperados na região portuária do Rio.
- O prédio histórico, antes chamado de Armazém Dom Pedro II, foi renomeado em 2025 em homenagem a André Rebouças.
- A estrutura incluirá o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana e o Memorial André Rebouças.
- As obras de adaptação do edifício imperial têm previsão de conclusão em três anos.
O governo federal deu início ao projeto de transformação do Edifício Docas André Rebouças, no Rio de Janeiro, em um centro de referência dedicado à história do Cais do Valongo. Com um investimento de R$ 77 milhões, a iniciativa visa criar o Centro de Interpretação da Herança Africana, abrigando um vasto acervo de um milhão de itens arqueológicos encontrados na zona portuária. O prédio, que é uma construção do período imperial, foi renomeado em 2025 para homenagear o engenheiro abolicionista André Rebouças. A criação do museu é um passo fundamental para a valorização do sítio arqueológico, reconhecido como Patrimônio da Humanidade. Além de promover a reparação histórica, o espaço contará com um laboratório de arqueologia e um memorial, consolidando-se como um ponto de acolhimento e educação sobre a memória afro-brasileira. A previsão é que as obras de adaptação durem três anos.
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