Empresas toleram abusos de gestores em troca de alta performance
Pesquisa aponta que 72,7% dos trabalhadores acreditam que líderes abusivos são protegidos pelas empresas devido aos resultados financeiros entregues.
Pontos principais
- 72,7% dos profissionais afirmam que empresas toleram comportamentos abusivos de gestores focados em alta performance.
- 94,5% dos entrevistados relatam medo de sofrer retaliação ao denunciar casos de assédio no ambiente de trabalho.
- Resultados financeiros são frequentemente utilizados como justificativa para ignorar condutas inadequadas de lideranças.
- Especialistas apontam que a cultura de tolerância ao abuso eleva o turnover e degrada a produtividade a longo prazo.
- O principal entrave para o combate ao assédio é a falta de confiança dos funcionários na eficácia dos canais de denúncia internos.
Uma pesquisa realizada pela consultoria CLA Brasil revela um cenário preocupante no mercado de trabalho brasileiro, onde a performance financeira é frequentemente utilizada como um 'salvo-conduto' para comportamentos abusivos de gestores. Segundo o levantamento, a maioria dos profissionais acredita que as organizações priorizam os resultados entregues em detrimento do bem-estar das equipes, criando um ambiente de impunidade. Esse fenômeno é agravado pelo receio generalizado de retaliação, que impede que quase a totalidade dos colaboradores denuncie irregularidades. Especialistas alertam que essa cultura de tolerância gera prejuízos significativos para as empresas, incluindo o aumento do turnover, a queda na produtividade e a erosão da confiança organizacional. O estudo destaca que o desafio central não reside na ausência de normas ou canais de denúncia, mas na falta de credibilidade que os funcionários atribuem à aplicação efetiva dessas políticas pelas companhias.
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