Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio de Janeiro
A Anac suspendeu quatro operadoras após identificar fraudes em relatórios de manutenção e voo durante fiscalização intensificada na capital fluminense.
Pontos principais
- A fiscalização foi motivada pela queda de um helicóptero na Vista Chinesa em agosto de 2026, que resultou em quatro mortes.
- Foram detectadas irregularidades graves, incluindo a falsificação de documentos de manutenção e registros de voo.
- Metade das 18 aeronaves inspecionadas pela agência apresentaram problemas de conformidade técnica.
- A Prefeitura do Rio rescindiu termos de compromisso com cinco empresas para o uso do heliponto da Lagoa.
- A Anac anunciou a revisão do regulamento RBAC 136 para endurecer os requisitos de segurança no setor de voos panorâmicos.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quatro das 12 empresas autorizadas a realizar voos panorâmicos no Rio de Janeiro. A medida ocorre após uma força-tarefa de fiscalização iniciada em resposta ao acidente fatal ocorrido em agosto de 2026 na Vista Chinesa, que vitimou quatro pessoas. Durante as inspeções, os técnicos identificaram irregularidades graves, como a falsificação de relatórios de manutenção e registros de voo, além de problemas técnicos em 50% das aeronaves vistoriadas. Em paralelo, a Prefeitura do Rio rescindiu contratos de operação no heliponto da Lagoa com cinco empresas, mantendo apenas a Helisul autorizada no local. O diretor-presidente da Anac informou que as ações de fiscalização serão estendidas para o setor de táxi-aéreo e oficinas de manutenção, visando a revisão das normas de segurança operacional contidas no regulamento RBAC 136.
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