Minas Gerais resgata 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão
Dados da Superintendência Regional do Trabalho revelam que mais de 5,6 mil trabalhadores foram resgatados em Minas Gerais nos últimos 13 anos.
Pontos principais
- O resgate de 5.651 trabalhadores ocorreu entre 2013 e 2026 em Minas Gerais.
- A fiscalização inspecionou mais de 1.000 empresas, gerando 10.665 autos de infração.
- Auditores relatam desafios constantes, incluindo resistência e riscos à segurança das equipes.
- Especialistas apontam que as sanções financeiras atuais ainda são insuficientes para coibir a prática.
- O tema será central no seminário 'Entre a Norma e o Real', que acontece na UFMG em agosto de 2026.
Entre 2013 e 2026, a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais resgatou 5.651 pessoas de condições análogas à escravidão. O esforço, conduzido por uma equipe dedicada, envolveu a fiscalização de mais de 1.000 empresas e a emissão de 10.665 autos de infração. Apesar do histórico de atuação pioneira do estado no combate a essa violação de direitos humanos, auditores-fiscais alertam que a atividade permanece perigosa, citando como exemplo a Chacina de Unaí. Além dos riscos físicos, o setor aponta que as multas administrativas aplicadas atualmente são consideradas baixas, limitando o impacto punitivo contra os infratores. A persistência do problema e os desafios na aplicação da lei serão debatidos durante o seminário 'Entre a Norma e o Real', previsto para ocorrer na UFMG em agosto de 2026.
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