CEO da Casas Bahia defende recuperação judicial como estratégia de gestão
Renato Franklin afirma que o processo é uma ferramenta para reorganizar passivos e proteger o caixa da varejista diante de um cenário econômico desafiador.
Pontos principais
- O CEO Renato Franklin enfatizou que a recuperação judicial não é o destino final, mas um meio de reestruturação financeira.
- A medida visa renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas para garantir a sustentabilidade operacional da rede.
- O plano de transformação da companhia inclui o fechamento de cerca de 300 lojas menos rentáveis.
- A empresa mantém a continuidade das operações, obrigações trabalhistas e contratuais durante o processo.
- Consumidores com produtos entregues devem seguir com os pagamentos para evitar negativação.
- A gestão projeta um cenário macroeconômico mais restritivo para o crédito ao consumidor em 2027.
- A decisão foi motivada por prejuízos bilionários e pela necessidade de reduzir custos estruturais.
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, declarou que o pedido de recuperação judicial protocolado pela rede é uma ferramenta estratégica essencial para a reorganização financeira e a preservação do fluxo de caixa. Segundo o executivo, o instrumento não deve ser interpretado como o fim das atividades, mas como um mecanismo necessário para renegociar passivos acumulados e assegurar a continuidade operacional da companhia frente a um ambiente macroeconômico adverso, marcado por juros elevados e endividamento das famílias.
O processo de reestruturação, que busca equacionar R$ 17,3 bilhões em dívidas, integra o chamado 'Plano de Transformação Fase 2'. Esta estratégia abrange o fechamento de aproximadamente 300 unidades físicas e a venda de ativos para reduzir custos estruturais. Apesar da complexidade do cenário, a administração reforça que as obrigações trabalhistas e contratuais seguem sendo cumpridas, e orienta que clientes com produtos já entregues mantenham o pagamento das parcelas para evitar encargos adicionais. A empresa projeta que o ambiente de crédito ao consumidor poderá enfrentar desafios ainda maiores em 2027, justificando a urgência das medidas de ajuste adotadas.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
'2027 será pior', diz CEO da Casas Bahia após pedido de recuperação
UOL - Economia • 17 ago, 15:09
Recuperação judicial da Casas Bahia: o que muda para quem comprou? E para os funcionários?
G1 - Economia • 17 ago, 15:10
Casas Bahia: recuperação judicial é para continuidade da operação, diz CEO
InfoMoney • 17 ago, 14:31
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
