CEO da Casas Bahia defende recuperação judicial para reestruturar dívidas
Renato Franklin afirma que a medida é estratégica para proteger o caixa e viabilizar a continuidade das operações da rede varejista.
Pontos principais
- O pedido de recuperação judicial visa a renegociação de R$ 17,3 bilhões em dívidas para assegurar a sustentabilidade operacional.
- A empresa mantém o cumprimento de obrigações trabalhistas e contratuais, sem interrupção das atividades de venda e entrega.
- Consumidores com produtos entregues devem seguir com o pagamento das parcelas para evitar encargos e negativação.
- O processo é supervisionado pela Justiça e não implica o cancelamento automático de contratos ou direitos do consumidor.
- O 'Plano de Transformação Fase 2' inclui o fechamento de lojas menos rentáveis e a venda de ativos para otimizar o fluxo de caixa.
O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, posicionou a recuperação judicial como uma ferramenta estratégica fundamental para a reorganização financeira da rede. Segundo o executivo, o processo é um meio necessário para reestruturar passivos acumulados e proteger o fluxo de caixa, garantindo a continuidade das operações frente a um cenário macroeconômico desafiador. A gestão reforça que o uso do instrumento é um passo tático dentro de um plano maior de eficiência, visando preservar as fortalezas comerciais da varejista enquanto navega por um ambiente de mercado que projeta dificuldades persistentes. O pedido, que abrange R$ 17,3 bilhões em dívidas, busca evitar a falência e permitir a reestruturação da companhia sob supervisão judicial.
Para o público, a empresa esclarece que a recuperação judicial não interrompe as operações. Clientes que já receberam seus produtos devem manter o pagamento das parcelas para evitar a negativação, enquanto aqueles que enfrentam atrasos na entrega permanecem protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor. No âmbito trabalhista, a companhia é obrigada a manter o pagamento de salários e benefícios, sendo que funcionários desligados antes do pedido passam a integrar a lista de credores. O 'Plano de Transformação Fase 2' segue como diretriz central, focando no fechamento de unidades de baixa rentabilidade e na venda de ativos para estabilizar a estrutura financeira da rede.
Comentários
Carregando comentários...
