Daily Journal
Daily Journal

CEO da Casas Bahia defende recuperação judicial como estratégia de gestão

Renato Franklin afirma que o processo é uma ferramenta para reorganizar passivos e proteger o caixa da varejista diante de um cenário econômico desafiador.

Daily Journal
Foto: Folha de São Paulo - Mercado
||
17/08 às 15:16, atualizado 18/08 às 08:27

Pontos principais

  • O CEO Renato Franklin enfatizou que a recuperação judicial não é o destino final, mas um meio de reestruturação financeira.
  • A medida visa renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas para garantir a sustentabilidade operacional da rede.
  • O plano de transformação da companhia inclui o fechamento de cerca de 300 lojas menos rentáveis.
  • A empresa mantém a continuidade das operações, obrigações trabalhistas e contratuais durante o processo.
  • Consumidores com produtos entregues devem seguir com os pagamentos para evitar negativação.
  • A gestão projeta um cenário macroeconômico mais restritivo para o crédito ao consumidor em 2027.
  • A decisão foi motivada por prejuízos bilionários e pela necessidade de reduzir custos estruturais.

O CEO da Casas Bahia, Renato Franklin, declarou que o pedido de recuperação judicial protocolado pela rede é uma ferramenta estratégica essencial para a reorganização financeira e a preservação do fluxo de caixa. Segundo o executivo, o instrumento não deve ser interpretado como o fim das atividades, mas como um mecanismo necessário para renegociar passivos acumulados e assegurar a continuidade operacional da companhia frente a um ambiente macroeconômico adverso, marcado por juros elevados e endividamento das famílias.

O processo de reestruturação, que busca equacionar R$ 17,3 bilhões em dívidas, integra o chamado 'Plano de Transformação Fase 2'. Esta estratégia abrange o fechamento de aproximadamente 300 unidades físicas e a venda de ativos para reduzir custos estruturais. Apesar da complexidade do cenário, a administração reforça que as obrigações trabalhistas e contratuais seguem sendo cumpridas, e orienta que clientes com produtos já entregues mantenham o pagamento das parcelas para evitar encargos adicionais. A empresa projeta que o ambiente de crédito ao consumidor poderá enfrentar desafios ainda maiores em 2027, justificando a urgência das medidas de ajuste adotadas.

Tópicos relacionados

Cobertura da mídia

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar.