Fluxos clandestinos de petróleo mantêm preços estáveis no Oriente Médio
Operações de transporte com transponders desligados no Estreito de Ormuz evitam choques de oferta e estabilizam o preço do barril entre US$ 80 e US$ 90.
Pontos principais
- Navios petroleiros operam com transponders desligados para contornar riscos de ataques no Estreito de Ormuz.
- O fluxo clandestino tem sido essencial para manter o preço do barril de Brent na faixa de US$ 80 a US$ 90.
- A Abu Dhabi National Oil registrou 23 ataques a suas embarcações desde o início do conflito regional.
- Dados de satélite apontam aumento de transferências de carga na costa de Omã para contornar ameaças no Mar Vermelho.
Produtores de petróleo no Oriente Médio têm intensificado o uso de operações clandestinas para garantir o escoamento da produção em meio à instabilidade regional. Navios petroleiros estão realizando manobras com transponders desligados e transferências de carga na costa de Omã para evitar ataques, especialmente no Estreito de Ormuz. Essa estratégia tem sido fundamental para evitar choques de oferta, mantendo o preço do barril de Brent entre US$ 80 e US$ 90. Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o volume de exportação que cruza o estreito permanece abaixo dos níveis pré-guerra, refletindo os riscos enfrentados pelas companhias, como a Abu Dhabi National Oil, que já contabilizou 23 ataques a suas embarcações. A Arábia Saudita também passou a priorizar rotas alternativas no Golfo Pérsico para mitigar os impactos das ameaças no Mar Vermelho.
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