Gargalos logísticos migram para infraestrutura terrestre e elevam fretes
CEO da Maersk alerta que falta de investimento em portos e ferrovias, somada à alta demanda, pressiona os custos globais de transporte.
Pontos principais
- O CEO da Maersk, Vincent Clerc, aponta que os gargalos logísticos se deslocaram dos oceanos para a infraestrutura terrestre.
- O subinvestimento crônico em rodovias e ferrovias nos últimos 15 anos é a causa raiz das limitações atuais.
- A demanda global por transporte segue resiliente, impulsionada por exportações chinesas de bens de infraestrutura.
- Fatores climáticos, como a seca no Rio Reno, agravam a pressão sobre as rotas terrestres e elevam os custos de frete.
- A Maersk projeta um cenário de volatilidade contínua no setor logístico global.
O CEO da Maersk, Vincent Clerc, afirmou que o setor logístico global enfrenta uma mudança estrutural em seus gargalos. Segundo o executivo, os desafios que antes se concentravam na disponibilidade de navios migraram para a infraestrutura terrestre, incluindo portos, rodovias e ferrovias. Esse cenário é resultado de um subinvestimento histórico de 15 anos, que agora colide com uma demanda global resiliente, sustentada principalmente pelas exportações chinesas voltadas à transição energética e infraestrutura. A situação é agravada por eventos climáticos, como os baixos níveis do Rio Reno, que restringem o transporte fluvial e forçam a migração de cargas para modais terrestres já sobrecarregados. A Maersk projeta que a volatilidade nos custos de frete deve persistir, uma vez que a capacidade da infraestrutura terrestre não tem acompanhado o ritmo da demanda aquecida, gerando gargalos recorrentes em diversas regiões.
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