Empresas de e-commerce expandem oferta de crédito próprio no Brasil
Comércio virtual adota boleto parcelado e Pix no crédito para contornar o alto endividamento das famílias e manter o ritmo de vendas.
Pontos principais
- Empresas assumem papel de financiadoras diretas para impulsionar o consumo no e-commerce.
- O Pix consolidou sua liderança no mercado brasileiro, representando mais da metade das transações no segundo semestre de 2025.
- A expansão exige investimentos robustos em tecnologia de análise de risco e prevenção a fraudes.
- Concessões de crédito devem respeitar rigorosamente as normas da Lei do Superendividamento para evitar revisões judiciais.
Diante do cenário de elevado endividamento familiar no Brasil, empresas do setor de e-commerce têm adotado modalidades de crédito próprio, como o boleto parcelado e o Pix no crédito. Essa estratégia visa manter o volume de vendas em um mercado onde o Pix já responde por mais da metade das transações realizadas no segundo semestre de 2025. Ao assumirem o papel de financiadoras, as companhias precisam investir pesadamente em tecnologia de análise de crédito e sistemas de prevenção a fraudes para mitigar riscos operacionais.
Especialistas alertam que a prática exige conformidade estrita com a Lei do Superendividamento. A ausência de uma análise de crédito responsável pode resultar em revisões judiciais de juros e encargos em casos de inadimplência, tornando a gestão de risco um pilar essencial para a sustentabilidade financeira dessas empresas no atual ecossistema de pagamentos brasileiro.
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