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Empresas brasileiras reduzem programas de CVC em meio a juros altos

O número de companhias com fundos de Corporate Venture Capital no Brasil caiu de 84 para 65 desde 2023 devido à necessidade de eficiência financeira.

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Foto: Pipeline Valor
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12/08 às 06:45

Pontos principais

  • O número de empresas brasileiras com programas de CVC ativos caiu de 84 em 2023 para 65 em 2026.
  • Companhias como Braskem, Gerdau, Casas Bahia e Americanas descontinuaram ou reestruturaram seus investimentos em startups.
  • A alta taxa de juros pressiona o caixa corporativo e dificulta o retorno de investimentos de longo prazo.
  • Empresas estão migrando para modelos de gestão terceirizada ou fundos multicorporativos para otimizar a alocação de capital.
  • Novos entrantes, como Petrobras e Boticário, mantêm foco em teses de inovação alinhadas ao core business.

O setor de Corporate Venture Capital (CVC) no Brasil passa por um movimento de retração e reestruturação. Com o cenário de juros elevados, as empresas têm buscado maior racionalidade na alocação de capital, resultando no encerramento de programas internos de investimento em startups. Grandes nomes como Braskem, Gerdau, Casas Bahia e Americanas ajustaram suas estratégias, priorizando a eficiência financeira frente à pressão sobre o fluxo de caixa e a complexidade de realizar saídas em investimentos de longo prazo. Para manter a conexão com a inovação, o mercado tem migrado para modelos de gestão terceirizada ou fundos multicorporativos. Apesar da redução no número de players, o capital corporativo permanece relevante, com empresas como Petrobras e Boticário direcionando recursos para teses que possuem sinergia direta com seus negócios principais, garantindo acesso a tecnologias estratégicas sem a necessidade de manter estruturas de CVC próprias.

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